quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

side by side




não brigo mais comigo
sou um péssimo
inimigo





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ponto e pronto









escorregou no
ponto final

nasceu
uma vírgula



sábado, 7 de fevereiro de 2015

geometrias






a menor distância entre
um homem e uma mulher
é uma curva

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

farewell






Há dias que permanecem durante anos,
por pura falta de um boa-noite.







quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

adivinha

           

Às vezes, chega chutando portas
outras como pluma, caindo
em meia-lua. Quase sempre avisa.
Mas é preciso bons ouvidos,
tímpanos que ouçam para 
dentro da aorta.

Quando não, são águas no pescoço,

ou quem sabe, a luz de um parto.
Tem gente que o chama em
sussurros, preces, até aos berros.
Tem gente que o espanta, com
medo do estrago.

Alguns são para sempre e

fincam sementes. Outros são
para sempre momentaneamente.
Tem ventania e tempestade, enseadas
e oceanos, doces e salgados.

Aqueles que acontecem entre paredes,

aqueles que lotam estádios. Uns vem 
com chicote e algemas, assim como
há os de flores e poemas.

Alguns seguem em frente,

outros para trás.
Alguns exigem tudo,
outros nada mais.   


road





Olhou para um lado, olhou para o outro. Mas nunca chegou do outro lado da rua. Esqueceu-se de olhar para frente.



Olhou para um lado, olho para o outro. Mas nunca
chegou do outro lado da rua. Esqueceu-se de
olhar para frente.

balboa







Às vezes, quando a gente quebra a cara,
nosso rosto fica mais bonito.


*


O bom de quebrar a cara é 
desapegar do próprío nariz